Opinião

Saldando dívidas

Faz tempo que não deixo novidades aqui, culpa da minha indisciplina com a escrita. As novidades não faltam, elas nunca faltam para um bom observador. Não que eu me considere um, mas o simples fato de saber que para este é assim, vale o esforço de tentar. Pois bem, coisas têm acontecido, possibilidades surgido, projetos vêm sendo arquitetados… é incrível como um acontecimento pode desencadear tantos outros, e quanta coisa não nos acontece em alguns poucos minutos? Imaginar o desencadeamento dessa progressão é  surpreendente.

Na primeira semana do mês estive no Ajuntamento das Tribos, um evento anual organizado por uma galera muito louca. Faz tempo que o desânimo de “ser tudo sempre igual” me faz companhia.  E se a nossa fé,  aqui me refiro  não necessariamente a fé religiosa, mas àquilo que cada um esperada vida, se  esta fé deixa de nos empolgar, questiona-se até a sua condição de “fé”. Enfim, esse desanimo me deixou à deriva no dia-a-dia e nos acontecimentos, havia planejado estar no ajuntamento mas não queria ouvir opiniões a respeito de cristãos/cristianismo/evangelho/evangélicos. A favor nem contra, estava de “saco cheio”, queria mesmo poder estar em um lugar onde não houvesse teorização cristã. Quem sabe, um lugar onde a fé cristã fosse praticada inconscientemente?

Devaneios à parte, as circunstâncias cooperaram pra que eu estivesse lá, e este fato resultou em acontecimentos muito positivos. Não que lá eu não tenha visto/ouvido aquilo que eu não queria, pelo contrário, boa parte daquela galera é underground/alternativa no estereótipo mas  por dentro carrega as mesmas dicotomias, moralismos e tantos outros vícios ideológicos e religiosos que cristãos ou qualquer outro tipo de  adeptos ideológicos ou religiosos carregam. Claro que “toda unanimidade é burra”, já dizia Nelson Rodriogues, e tanto lá como cá existem os que batalham pela liberdade. Principalmente os  pioneiros e líderes desses movimentos undergrounds e alternativos que, com o trabalho que realizam, buscando incluir os duplamente excluídos (excluídos pela sociedade e excluídos pelos excluídos), não conquistam status, fama, nem poder, muito menos dinheiro. Este último, alvo invariável do universo (sem trocadilho) gospel contemporâneo.  Ok, não quero mais falar destes, nem pra criticar.

Voltando aos alternativos, ou undergrounds, como queiram, estar nesse acampamento foi legal. Pelo ambiente informal, por dormir em uma barraca (gostei dessa experiência), por rever amigos, fazer amigos, e por outros desencadeamentos que esta oportunidade proporcionou. Abaixo seguem algumas fotos destes dias.

Falar de crente, para crente ou sobre crente ainda continua a ser algo que minha paciência não tem contemplado, mas ao menos a disposição em ver, querer conhecer e trabalhar com aqueles que fazem mas não aparecem reavivou. E não é isso, afinal, que é ser “underground“?

Em breve estarei com um site, com um domínio próprio e com algumas seções a mais. O Simples Acaso vai pra lá.  Estou tentando me disciplinar para passar por aqui com mais frequência. Eu sei que não é a primeira vez que digo isso, mas sigo tentando.

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Paz

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