Opinião

Transformar

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-Eu mudei sim, e muito – Respondi.

A despeito de qualquer coisa, mudar sempre.

Uma composição de Lulu Santos (sou pop), interpretada por Pedro Mariano, tem em seus versos a síntese do que posso dizer ser uma das facetas da maneira como encaro a vida: “Não há nada a perder/ Não há nada a ganhar/ A não ser o prazer de ser o mesmo, mas mudar”.

Sigo para mais uma mudança, talvez a mais radical. Para muitos, uma das mais ousadas que uma pessoa pode arriscar. Perguntam-me o motivo. Ofereço alguns. Há aqueles que, com a mente romanticamente formatada, acreditam ser um suposto amor sobrenatural a causa de tudo. Como escreveria Ancelmo Gois, “é, pode ser…”

Insuficientes para a maioria,  os motivos que em geral ofereço, são muito mais uma tentativa de satisfação educada do que uma explicação racional e calculada. Ter motivos, sinceramente, não é o que me ocupa. Em algum lugar eles certamente existem, saber disso me basta.

Alguém por esses dias disse que admirava a minha busca despreocupada pela felicidade. “Ser feliz, eu?”, pensei. Não é bem a palavra que costumo usar. Acho que trocaria “felicidade” por “vida”. Por que  aí sim, desejo chegar ao fim dela com cabeça suficiente para avaliar que eu vivi o quanto pude. A felicidade é uma conta mais complicada, acho que o simples viver me faz feliz. Sem muita ambição. Estou mudando e assim pretendo seguir, não me pergunte como.

 

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